visão

Acreditamos que cada pessoa é a condutora principal dos aspectos relacionados à sua saúde. Aos profissionais de saúde cabe primeiramente informar e orientar, para então propor condutas que devem estar sempre embasadas nas melhores evidências científicas.

A complexidade biológica e psíquica do ser humano, os múltiplos fatores envolvidos no processo de adoecimento e a importância crescente dos aspectos sócio-culturais na resposta do indivíduo ao sofrimento evidenciam a insuficiência do modelo tradicional de tratamento médico, baseada na realização de vários exames e na prescrição de várias pílulas, terapias, cirurgias... e mais exames.

A atuação segmentada no cuidado à saúde nos dividiu em pedaços, cada um sob a responsabilidade de um super-especialista.Os super-especialistas prescrevem cada qual seu tratamento, muitas vezes conflitantes entre si, e o indivíduo se vê perdido entre receitas e resultados de exames que não fazem sentido para ele. E talvez tampouco para o profissional que os pediu.

Exames a mais, remédios a mais, efeitos colaterais a mais. E todos ficam cada vez mais doentes. Rotulados como doente. Cada um com uma lista de "CIDs". Repetindo exames a cada três ou quatro meses. Exames que quase nunca esclarecem alguma coisa e que frequentemente necessitam de novos exames.

Mais diálogo e menos exames. Mais orientação e menos remédio. Mais paciência e menos cirurgias.

É isso que propomos.